Sífilis- um velho problema de volta

A Sífilis é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), hoje mais corretamente chamadas de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), está, infelizmente de volta. Muita gente tem e não sabe. Como se chega a esse dado?  Pelas estatísticas vergonhas de Sífilis Congênita, de transmissão vertical  (de mãe para o bebê).  Se isso ocorre é porque existem homens e mulheres que portam a sífilis em estágios já tardios e não sabem disso.

Em recente informe da Organização Mundial de Saúde, tabulando os dados de todos os países do mundo, o Brasil ficou com um vergonhoso segundo lugar de casos de sífilis congênita, atrás apenas do Peru e em primeiro lugar nos casos notificados, uma vez que somos bem maiores do que o Peru, em termos de população.

Geralmente essas pessoas tem sífilis que pode se manifestar como doenças de pele, erroneamente interpretadas como alergias, micoses, etc.

A sífilis primária por sua vez também é traiçoeira, posto que  a lesão inicial pode aparecer como uma ferida indolor, única, vários e vários dias depois do contágio sexual (o que faz com que a pessoa não relacione uma coisa com a outra) e essa úlcera sifilítica some com ou sem tratamento, pomadas, etc.

E o espiroqueta, bactéria responsável pela sífilis segue sua evolução.  Desconfia-se que muitos dos casos de doenças mentais hoje em dia, possam estar sendo confundidos com vários diagnósticos outros e, na realidade,  representarem formas terciárias da sífilis. Inclusive na televisão no seriado do Dr. House, existe um episódio em que existe uma velhinha virada do avesso, por um comportamento inadequado, na área sexual. Em que no final o médico ranzinza e manco mande que façam uma sorologia, positiva, e apliquem a velha e boa Penicilina. Até hoje o melhor remédio para todas as fases da doença, sem resistência alguma do agente causador.

Procure seu médico. Os exames são fundamentais e a sua interpretação e indicação não são simples.

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Dr. Homero Guidi
Dr. Homero Guidi