Comoção desnecessária; responsabilidade maior.

Leio todas as notícias de um novo medicamento da USP, do campus de São Carlos.

Poder Judiciário no meio; gente envolvida com câncer pacientes e médicos idem.

Lastimo. Respeito os dois lados
Mas não posso deixar de considerar algumas coisas e pontos.
Todos sabemos:
– do desespero dos pacientes e familiares em busca de qualquer coisa;
– do dever de segurança em relação a trocar alhos por bugalhos (tratamentos padronizados versus desconhecido);
– da fé do especialista químico no seu produto….

E mais um monte de coisas que poderia alinhar, de um lado ou de outro.
Seria um erro pessoal. Cabe contudo uma opinião pessoal, já que a “jucidialização” atingiu o assunto. O produtor que forneça e o consumidor que assine um bom termo de isenção/consentimento e plena convicção de sua atitude. Abdique de seus direitos, e seus familiares também, de usar algo não totalmente testado, no tocante a resultados e principalmente efeitos indesejáveis, colaterais. Que não alegue ignorância ou boa fé. A boa fé foi empregada no desejo cego de uso de algo não testado adequadamente. Isso vale para consumidores e fornecedores. Básico.
E enviem uma cópia aos seus médicos originais. Por mais odioso que possa parecer, eles poderão se negar a continuar o seu tratamento original, se cientes de atitude, caso a caso, totalmente contra as orientações em curso ou tomadas a revelia e sem conhecimento.
Existe juízo diferente? Ou existe ética só de uma das partes?
Não creio!

Sobre o Autor
Dr. Homero Guidi
Dr. Homero Guidi